20/05/2007

Avé Maria
Volvo o rosto para o teu afago,Vendo o consolo dos teus olhares...Sê propícia para mim que trago Os olhos mortos de chorar pesares.
A minha Alma, pobre ave que se assusta,Veio Encontrar o derradeiro asilo No teu olhar de Imperatriz augusta,Cheio de mar e de céu tranqüilo.
Olhos piedosos, palmas de exílios,Vasos de goivos, macerados vasos! Venho pousar à sombra dos teus cílios, Que se fecham sobre dois ocasos.
Volto o peito para as tuas Dores E o coração para as Sete Espadas...Dá-me, Senhora, para os teus louvores, A paz das Almas bem-aventuradas.
Dá-me, Senhora, a unção que nunca morre Nos pobres lábios de quem espera: Sê propícia para mim, socorre Quem te adorara, se adorar pudera!
Mas eu, a poeira que o vento espalha,O homem de carne vil, cheio de assombros, O esqueleto que busca uma mortalha,Pedir o manto que te envolve os ombros!
Adorar-te, Senhora, se eu pudesse Subir tão alto na hora da agonia! Sê propícia para a minha prece. Mãe dos aflitos...
Ave, Maria.



Nossa-Senhora vai... Céu de esperança Coroando-lhe o perfil judaico e fino...E um raio de ouro que lhe beija a trança É como um grande esplendor divino.
O seu olhar, tão cheio de ondas, lança Clarões longínquos de astro vespertino.Sob a túnica azul uma alva Criança Chora: é o vagido de Jesus Menino.
Entram no Templo. Um hino do Céu tomba.Sobre eles paira o Espírito celeste Na forma etérea de invisível Pomba.
Diz-lhe o velho Simeão: "Por uma Espada,Já que Ele te foi dado e que O quiseste,A Alma terás, Senhora, traspassada...

Sofrer por Ele! E pálida, ofegante, Nossa-Senhora aperta-O contra o seio.E nas linhas tranqüilas do semblante Descem-lhe nuvens de magoado anseio.
Sofrer por Quem! Ventura semelhante,Só a um peito como o seu de estrelas cheio...Sofrer por Esse que do Céu distante Na voz do Arcanjo do Senhor lhe veio...
Que lhe importavam lágrimas sem brilho,Nessas horas de paz erma e saudosa,Se ela chorava por seu próprio Filho...
Sofrer pela amargura dessa Boca,E aos Pés depor-lhe a vida desditos a,Vida que eterna ainda seria pouca!


Que lhe importavam lágrimas? Chorasse Desde o nascer do sol até o sol posto;Tivesse prantos quando a lua nasce,Quando, entre nuvens, ela esconde o rosto.
Junto ao seu Berço, a contemplar-lhe a Face,De Mãe Divina no sublime posto,Temendo que uma estrela O despertasse,Gozo teria no maior desgosto.
Por Ele toda a mágoa sofreria...Ah! corresse-lhe em fonte ardente o pranto Na paz da noite e nos clarões do dia.
Sofrer por Ele... Sim. Tudo por Esse A quem beijava os Olhos, mas contanto Que Ele, o seu Filho amado, não sofresse!


Pudesse ela poupar-lhe o sofrimento,Adivinhar-lhe as dores e os pesares,Ter poeiras de astros para o mal sedento,Ter bons olhares para os maus olhares...
De repente, num rútilo momento,Na Alma surgiu-lhe uma visão de altares:Era a grandeza do seu Nascimento No Lar eleito em meio de outros lares...
Mas que fizera para tanta glória,Sentir a Deus chamá-la Mãe querida,Ela, mulher, como as demais corpórea?
E a aparição daquele Arcanjo etéreo,Que lhe anunciara a nova prometida,Engrinaldou-lhe a fronte de mistério...



Nossa-Senhora encontra-O... Se não fora O eterno sopro que do Céu lhe vinha,Diante dessa visão contristadora,Certo caíra a pálida Rainha.
É Ele, o seu Filho amado: a luz que doura O seu cabelo, é sangue: linha a linha,É sangue o rosto: e a barba, que entre loura E negra está, clarões de sangue tinha.
Verga-lhe as Pernas o Madeiro: os braços A sua Mãe estende-lhe, chorando,Ante a incerteza dos seus pobres Passos.
Sob irrisórios aparatos régios,Tudo se apronta para o mais nefando,Para o mais infernal dos sacrilégios...


Se puderas, Senhora, nesse instante Tomar-lhe a Cruz que os Ombros lhe crucia,E levando-a, seguir agonizante Pela santa montanha da agonia...
Com que sorriso excelso no semblante,Por entre sombras de melancolia,Das nuvens sob o pálio suavizante,A tua Alma de mãe não seguiria!
Oh Porta celestial do Paraíso,Ante a esperança dos teus olhos venho Mover-te à compaixão de que preciso.
Possa eu, Poeta da morte, Alma de assombros,Um dia carregar o santo Lenho Sobre o esqueleto dos meus frágeis ombros!


Magnificat anima mea Dominum...
"Bendita sois entre as mulheres!" Puras Irradiações de salmos encantados De glória a ti, Senhora, nas alturas,Por séculos de séculos sagrados.
Vejo, no entanto, as tuas Amarguras...Senhora, que há de ser dos desgraçados,Se tu, a mais feliz das criaturas,Tens os olhos em lágrimas banhados?
Feliz, bem sei, pois és quem Deus mais ama..."Donde me vem que a Mãe do Verbo eterno Me venha a mim?" Santa Isabel exclama.
Passa-te na Alma a inspiração sublime:E dos teus lábios desce o brando e terno Hino que a glória da tua Alma exprime...

E tu, Senhora, cujo olhar tranqüilo De nuvens brancas a minha Alma veste,Olhar sublime que foi tudo aquilo Que no Céu encontrei de mais celeste:
Tu, ermida sagrada onde me exilo,Longe da fome, e sede, e guerra, e peste,A mostrar-me no Céu, para segui-lo,Todo o luar da esperança que me deste:
Mãe dolorosa! num momento incerto Virás abrir-me os rútilos sacrários De tua Alma que está de Deus tão perto...
Virás, talvez, e então, por certo, as minhas Mãos de sombra debulharão rosários Para a maior de todas as Rainhas...


De mim piedade vós tereis. Bem ledes Que espero o que jamais me será dado...Mas a minha Alma é um templo sem paredes Em que penetra o sol de cada lado.
Com os vossos olhos sinto que vós vedes A desgraça em que vivo encastelado...Oh as sedes siderais! Eternas sedes Suavizadas no mundo constelado.
Mas com que amor cheio de unção e glória Convosco chorarei as vossas Dores Na outra vida e na vida transitória...
E possa eu ver-vos, na hora das Trindades,Tendo aos pés, em etéreos resplendores,Tronos, Dominações e Potestades...



Pois sede teve o vosso Filho na hora Em que Vós, e Elas, a seus Pés vos vistes,Certo coroadas por suprema aurora,Mas todas três tão pálidas, tão tristes...
O seu Olhar, cheio de dor, não chora,Resignado ante as Dores que sentistes,Vós, torre de marfim, santa Senhora,Alma que em pranto astral vos diluístes!
E então secos os Lábios, a Garganta Em fogo, é o instante do cruel martírio:"Sede"! geme-lhe a Voz que se quebranta.
Na ponta de uma lança ergue-se a Esponja:Mais se enlanguesce a vossa cor de lírio,E esse perfil que predizia a monja...


O teu nome, Senhora, é a estrela da alva Que entre alfombras de nuvens irradia:Salmo de amor, canto de alívio, e salva De palmas a saudar a luz do dia...
Pela primeira vez, quando a veste alva A mão do Sacerdote me vestia,Ouvi-o: e na hora batismal, oh! salva A alma que o santo nome repetia...
Foram-se os anos... e sonho que me segueA doçura infinita dos teus olhos Que me dão luzes para que eu não cegue:
Doce clarão de estrela em fins da tarde,Que há de encontrar-me trêmulo, de giolhos,Com remorsos de te adorar tão tarde...


E recebeste-O nos teus braços. Vinha Do alto do Lenho onde estivera exposto Ao ímpio olhar, tão ímpio! da mesquinha Multidão que insultava o santo Rosto...
Sangue o Peito suavíssimo continha,Num resplendor de raios de sol posto...Oh! Vinha do Senhor, excelsa VinhaEm cachos siderais de etéreo mosto!
Sangue que se derrama em ondas, sangue Que para a salvação dos homens, corre Purpureamente brando, e O deixa exangue...
E que correndo como então corria,Por toda a eternidade nos socorre No mistério eternal da Eucaristia...

Só! e ao redor de ti, Senhora, olhaste:Gemia a solidão de extremo a extremo.E o infinito silêncio interrogaste Com a clemência do teu olhar supremo.
Goivos tristes penderam, suaves, da haste,Orvalhados na dor do pranto extremo,Os mesmos olhos com que tu choraste Quando ouviste rugir o ódio blasfemo.
Asas de cisne, além, pairava, incerto,O ermo clarão do luar sobre o deserto,Indefinido e irial, dos olhos teus...
Virgem da Soledade, ancila triste,Ah! quem dissera a mágoa que sentiste:Ser do Céu e viver longe de Deus!


Havias, pois, de vê-Lo, muito em breve,Na suprema hierarquia do infinito,No trono de ouro nacarado em neve,Sublime e santo, como estava escrito.
Mas, agora, choravas. E que leve Véu te enublava o olhar nos astros fito:A lembrança cruel da Parasceve Vinha magoar-te o coração bendito.
Ei-Lo embaixo da Cruz pesada e amara,Que envilecera a tantos, mas que santa,Por Lhe haver dado a morte, se tornara.
Sobe, gemendo, as infernais escarpas:Na eternidade um coro se alevanta


De violinos, de cítaras e de harpas...








Cubra-me com seu manto de amor Guarda-me na paz desse olhar Cura-me as feridas e a dor Me faz suportar..Que as pedras do Meu caminho meus pés suportem pisar Mesmo ferido de espinhos Me ajude a passar..Se ficaram mágoas em mim Mãe tira do meu coração E aqueles que eu fiz sofrer Peço perdão..Se eu curvar meu corpo na dorme alivia o peso da cruz Interceda por mim minha mãe Junto à Jesus..Nossa Senhora Me dê a mão cuida do meu coração Da minha vida, do meu destino Do meu caminho, cuida de mim..Sempre que o meu pranto rolar Ponha sobre mim suas mãos Aumenta minha fé e acalma O meu coração..Grande é a procissão a pedir A misericórdia, o perdão A cura do corpo e p'ra alma A salvação..Pobres pecadores oh, mãe Tão necessitados de vós Santa mãe de Deus tem piedade de nós..De joelhos aos vossos pés Estendei a nós vossas mãos Rogai por todos nós, vossos filhos Meus irmãos.
O que é o tempo, senão uma sucessão de acontecimentos,momentos promissores para se pensar em construir a pazentre povos e nações?
Mas, para que as sementes de paz germinem em toda a terra,é necessário encontrar semeadores de boa vontade,terreno cultivável onde a justiça se desenvolvanum clima que favoreça o eqüitativo crescimento de todos.
Portanto, é urgente se pensar na humanização dos povos enações, no respeito às diversidade étnicas, costumes e crenças.No estabelecimento de uma nova ordem mundial,fundamentada na compreensão e valorização dos seres humanos.
Como falar de paz quando se vive num mundoque promove a guerra, que mutila e mata,que gera ódio e vingnças, que cria massa de gente faminta,de pobres esfarrapados, crianças assustadas, pessoas tristes,sem perspectiva de um futuro melhor?
Neste panorama quase sem esperança,sente-se, porém, que um novo mundo está surgindo.E como aurora de paz renasce a solidariedadee a partilha do amor entre os diferentes povos.
É a paz que nasce dos escombros da guerra!É o novo tempo de construir o que foi destruído!É o convite para todos se unirem num mutirão de paz!
Vamos dar as mãos para ajudar aquelesque engrandecem a existência humana,oferendo a nossa colaboração na tarefa de promovertantas vidas que o egoísmo e a ambição mutilaram.
Sejamos artífices da paz, na luta para engrandecera dignidade humana de quem foi excluídopelo desamor e pela injustiça.
É tempo de sermos semeadores(as) de paz! É tempo de convivermos em paz!










Querida Mãe

Rainha da Paz, hoje senti um desejo muito grande de estar perto de ti, de falar, de receber o teu amor, o teu carinho tão maternal.Sabe Mãe querida, na nossa vida nem tudo é pleno e perfeito. É preciso minha memória tantas recordações de fatos que me marcaram, pessoas que me magoaram e tudo isso pesa no meu coração tirando-me a paz.Eu peço a tua intercessão ó doce Mãe e tão querida Amiga. Ajuda-me a afastar para longe todas essas lembranças.Sei que sendo Rainha da Paz o que mais desejas é a Suprema Paz, que é Jesus. Estejas pois, com cada um de nós.Dá-me a Tua Paz, Ó Mãe, e que esta Paz se derrame sobre todos os teus filhos. Que a Tua Paz Permaneça connosco e que nada nos separe dela. Roga por nós e estende teu manto sobre Portugal e sobre todos os Portugueses. Amém.
Bendito o fruto é o seu ventre!
Que nele gerou um salvador!
Mãe de todos nós! Com o seu manto sagrado Com asas de um anjo! Mãe de grande ternura Que sofreu ao ver seu filho na cruz
Nossa Senhora Nossa mãe imaculada De divina bondade! Olhamos nossa mãe terrena E o que vemos? Vemos um pouco de Nossa Senhora: Seu carinho Seu Amor Sua protecção E um calor especial que todas as mãezinhas tem!
Poderia falar-lhes várias belas palavras Sobre esta eterna mãe misericordiosa Mas somente direi uma que me preenche todo o coração: Ela é a nossa mãe Mãe de sublime amor!!!

Dá-me Senhora

Dá-me, Senhora...
Um pouco da tua força...para a minha fraqueza.
Um pouco da tua coragem...para o meu desespero.
Um pouco da tua plenitude...para o meu vazio.
Um pouco da tua rosa ...para o meu espinho.
Um pouco do teu Sol...para o meu Inverno.
Um pouco da tua disponibilidade... para o meu cansaço
Um pouco da tua chama...para o meu gelo.
Um pouco da tua luminosidade... para a minha noite.
Um pouco da tua sabedoria...para a minha ignorância.
Um pouco da tua transparência...para o meu escuro.
Um pouco do teu Filho Deus...para esta tua filha pecadora!